quarta-feira, julho 20, 2005

são investimentos estruturais

Confesso que não compreendo a perplexidade de Vital Moreira neste seu post:


Julguei que estávamos em austeridade financeira...

A ministra da Cultura anunciou a disponibilidade do Estado para apoiar financeiramente a sobrevivência da
companhia de ballet da Gulbenkian, que a Fundação resolveu extinguir. Mas o Estado não tem já a sua própria instituição oficial de ballet, a Companhia Nacional de Bailado?

Então não se vê logo que este é mais um dos investimentos estruturais imprescindíveis para Portugal.


[e já agora, bem sei que é um aparte e que pouco importará para a discussão da questão do fim da CBG, mas já alguém questionou os motivos concretos para esta medida tão radical? Motivos esses tão insolúveis que impedem os seus responsáveis de aceitar mesmo o temerário (e irreflectido) patrocínio da CML? A baixa rentabilidade financeira é manifestamente uma manta curta para cobrir todas as dúvidas.


Talvez não.]


3 Comments:

At 11:01 da tarde, Anonymous sophisticated lady said...

Terá o ballet gulbenkian a excelência que lhe é (deve ser)exigida?

Costumava ir vê-los? se sim, gostava de forma a desejar repetir?

tente procurar respostas a estas perguntas e verá que a manta é curta sim....

 
At 11:16 da tarde, Blogger Nuno Costa Furtado said...

Acrescento uma nota para completar o seu quadro: procure-se a opinião das equipas de bordo da TAP, ou mesmo dos responsáveis hoteleiros em Paris, sobre o comportamento dos elementos da CBG.

A inexorabilidade da decisão comporta visivelmente um esgotamento do responsável pela CBG. Um esgotamento que não podia apenas dever-se à falta de qualidade ou à falta de público.

 
At 11:30 da tarde, Anonymous sophisticated lady said...

...além de tudo e sem me querer alongar, devo confessar que me pareceu de uma falta de respeito inqualificável que um responsável (ou mais responsáveis) político, com a obrigação (que nem sabe cumprir)de cuidar da coisa pública, tenha tentado interferir numa decisão de uma instituição privada. Seria o mesmo que um banco decidir extinguir um departamento qualquer e vir um governante propor financiar-lhe os postos de trabalho dos elementos do dito departamento, porque lhe parece um erro a decisão tomada. Onde é que já se viu isto?

 

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